quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Entrevista Daniel Pesina: Johnny Cage e a origem do "soco no saco"




“Criamos o Mega Drive para vencer a Nintendo”, diz ex-presidente da Sega

Além de atuar como presidente da Sega entre 2001 a 2003, Hideki Sato também trabalhou no desenvolvimento da maioria dos consoles da Sega, incluindo o Mega Drive.

Em uma recente entrevista concedida para a revista japonesa Famitsu, ele relembrou como foi o desenvolvimento do icônico aparelho, confira abaixo alguns trechos (via Siliconera):

Eu acredito que as formas de desenvolvimento de hardware mudaram um pouco desde os dias do Mega Drive, mas nos fale sobre alguns dos conceitos que foram incluídos no planejamento do console.

Em suma, nós só queríamos fazer um console de videogame que pudesse vencer a Nintendo. Nós lançamos nosso primeiro console de videogame, o SG-1000, e ele vendeu 160.000 unidades. Esses eram números enormes, considerando que a Sega só fazia jogos de arcade que vendiam não mais do que vários milhares de unidades até então. No entanto, ele não teve chance contra o Family Computer [o nintendinho 8 bits], que foi lançado no mesmo dia.

Naquela época, tínhamos alguns funcionários da Sega visitando as lojas para ver as embalagens dos produtos e a reação dos clientes, mas em vez disso, vimos os Family Computer voando das prateleiras, bem diante de nossos olhos. Eles disseram que eram cerca de dez para cada um que comprasse o SG-1000.

Qual foi sua análise sobre as diferenças entre eles?

Eu acho que a diferença estava no software. Honestamente, a qualidade do software não era tão boa assim. A razão era porque a empresa via os consoles de videogame como um extra ou bônus, em certo sentido. Não conseguimos que nossa equipe interna de desenvolvimento mudasse. Não tivemos escolha senão terceirizar o software, mas contra o bom software da Nintendo, simplesmente não era para ser.

E é por isso que você decidiu melhorar o software para o próximo hardware?


Sim. Eles também finalmente viram os consoles como uma oportunidade de negócio graças ao SG-1000. Dito isso, a situação na época dificultou o foco repentino em novos títulos para a próxima geração. Por isso, lançamos a ideia de “poder jogar os jogos de arcade como eles são” e começamos a desenvolver o console de última geração.
No entanto, precisávamos de uma CPU de 16 bits para portar jogos de arcade. Nós conseguimos um chamado MC68000 … mas era tão caro. Apenas ter esse microprocessador no próprio dispositivo fez o preço subir, então veio com o problema de ser muito caro para um console.

Mas eu não me lembro do Mega Drive ser particularmente caro.


Na verdade, negociamos com a outra parte para vendê-la por um décimo do preço. Dissemos a eles: “Se você concordar em vendê-lo a nós por esse preço, então compraremos 300 mil agora” e “Se der certo, provavelmente venderemos 500 mil ou um milhão”, e de alguma forma conseguimos negociar”.
E como sabemos, o Mega Drive teve um papel importante na indústria, levando a rivalidade entre Sega e Nintendo aos últimos patamares, na hoje lendária guerra dos 16 bits.

Via: Blog TecToy

Colecionador está vendendo 300 cópias do jogo Jurassic Park de SNES por $1500

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Isso mesmo. Existe alguém vendendo cerca de 300 cartuchos de Jurassic Park para Super Nintendo por $1500.  Estes não foram encontrados em um buraco no deserto, como os do jogo E.T para Atari.

Agora você se pergunta. “Por que raios alguém possui tantos cartuchos de Jurassic Park?” Um questionamento muito justo. A resposta, eu deixo para o dono da inusitada coleção:

“Porque é divertido. Muitas pessoas colecionam todos os títulos de um determinado videogame, ou até mesmo de vários. Isso é ótimo, caso se divirtam fazendo isso. No meu caso, cheguei a um ponto onde isso me entendiava. Quis fazer algo diferente.”
“Em 2012 eu tive a oportunidade de comprar cerca de 120 cópias de Jurassic Park de uma loja.

Disse a mim mesmo: ‘Por que não? Pode ser divertido.’ Pouco tempo depois eu estava com 200, depois 250 e agora tenho cerca de 300 cartuchos. Eu trocava com as pessoas por eles. Fiz leilões onde as pessoas usavam estes cartuchos como moeda de troca. Houveram até doações de alguns deles.”

“Estou vendendo agora porque já me diverti bastante com eles e quero dar oportunidade a outra pessoa para compartilhar a diversão que obtive. Se alguém comprar, é claro!”

E esta é a história do colecionador de cartuchos de Jurassic Park para SNES. Ao final desta notícia, foi verificado que o leilão com os cartuchos no eBay ja foi encerrado, pois alguém comprou todos eles. A geladeira e a garrafa de Bacardi não estavam incluídos, segundo consta na descrição da venda.

Via: GameHall

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Jogadores usam glitch para terminar Half-Life em menos de sete minutos




Usando um estranho glitch que permite que Gordon Freeman se teletransporte por trechos inteiros do game em alguns instantes, um grupo de jogadores da comunidade SourceRuns conseguiu terminar o clássico Half-Life em apenas 6 minutos e 26 segundos.

Para conseguir atravessar o game em tão pouco tempo, o grupo explorou uma série de características do engine GoldSrc (Gold Source), motor utilizado pela Valve para criação de Half-Life. Uma
 dessas características exploradas é o fato do GoldSrc utilizar um
sistema de "fila" de ações, que lista inputs ao game em uma sequência
antes de executá-los.

Usando um comando para forçar o engine a não executar
 essas ações no momento certo, o grupo conseguiu "quebrar" o engine –
incluindo transições entre níveis –, o que fez com que o protagonista
pudesse pular trechos inteiros do jogo.

Explorando uma sequência de pontos conectados entre
os mapas do jogo, o time conseguiu teletransportar Freeman de um ponto
para outro do mapa automaticamente ao longo de todo o jogo, indo e
voltando em trechos do game até atingir o final. Veja no vídeo acima.

O atual recorde mundial de Half-Life sem o uso de scripts é de 31 minutos e 25 segundos.

Via: The Enemy

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Trilha de Castlevania: Symphony Of The Night será lançada em vinil














Castlevania: Symphony of the Night terá sua trilha sonora lançada em vinil pela Mondo em parceria com a publisher Konami.

A coletânea conta com dois discos e 41 faixas remasterizadas do jogo, incluindo sete faixas bônus da versão para Sega Saturn do game.

Os discos virão em três versões: rajado em branco, preto e dourado; na versão Bone/Silver Swirl; e na
versão vermelha. Todas virão com uma capa com arte original de Jasmin Darnell.

A trilha de Castlevania: Symphony of the Night em vinil será lançada no dia 24 de outubro.

Via: The Enemy

terça-feira, 16 de outubro de 2018

"Eu não sabia quem ele era", conta ator que faz a voz do Super Mario
























Um inglês macarrônico e frases famosas como "It's-a me, Mario". Mesmo não fazendo parte dos games mais antigos da franquia, a voz do personagem se tornou icônica a partir de "Super Mario 64", game lançado para o Nintendo 64 em 1996.

A partir dele, ficou impossível imaginar um game da série sem que a voz do ator norte-americano Charles Martinet estivesse presente.

É uma honra, um prazer, fazer o que eu amo. E mais, fazer isso envolvendo personagens que adoro, como Mario e Luigi"

Em entrevista exclusiva ao UOL Jogos, durante a BGS 2018, Martinet revelou-se um senhor de 63 anos, alto e extremamente carismático. Entre onomatopéias e expressões típicas do personagem, fica evidente que ele ama o que faz e Mario é uma parte muito importante da vida deste homem.

Tudo isso começou quase por acidente. Martinet trabalha com a Nintendo desde 1990 e a forma como conseguiu o posto de voz de Mario é curiosa. Ele soube, por meio de um amigo, que estava acontecendo uma audição para escolher uma pessoa que falaria com o público em eventos interpretando um encanador.

Ele apareceu no local perto do fim do processo seletivo, mas conseguiu participar. De improviso, acabou criando a voz que, hoje, nós associamos diretamente ao personagem.

Eu não fazia ideia sobre quem Mario era, eu não conhecia a Nintendo. No fim, eu recebi o presente maravilhoso que é interpretar esse personagem. Na época eu não acreditava que eu tinha saído da praia para fazer a audição, mas sou muito feliz por ter ido"


Antes de "Super Mario 64", no entanto, Martinet deu voz ao personagem em eventos e também em games educativos para PC, como "Mario Teaches Typing" e "Mario FUNdamentals". Além disso, ele também atuou em outros jogos, como o clássico game de boxe "Super Punch Out".

Hoje, além de ser o responsável pela voz de Mario, Martinet também atua em ações de relações públicas da Nintendo, uma função que ele diz amar.

"O que eu sempre falo para todo mundo é: 'Faça o que você gosta'. Quando você faz o que te dá prazer, o que te deixa feliz, você tem a chance de levar felicidade às outras pessoas. Essa é uma das razões pelas quais trabalhar para uma empresa como a Nintendo e estar em um evento como a BGS é algo bom. Eu posso encontrar as pessoas que amam as coisas que eu faço, é uma experiência profundamente agradável para mim".

Martinet, claro, elogia os games da franquia. "Eu adoro os games do Mario, "Super Mario Odyssey", "Mario 3D World"... Só não sou muito bom jogando, uma criança de nove anos de idade certamente jogaria melhor do que eu", brinca:

Mas não tem problema, no fim eu sempre acabo descobrindo que a princesa não está nesse castelo"


Para ele, a franquia se torna mais importante conforme o tempo passa. "'Mario' tem sido cada vez maior a cada ano. Não é uma surpresa para mim, porque a forma como a Nintendo cria os jogos, fazendo com que eles transmitam satisfação e felicidade, é garantia de que eles serão ótimos. E você vê isso tanto nos games antigos quanto nos mais recentes. Você sabe instantaneamente que é um jogo do Mario. A música, os gráficos, você se sente imerso naquele universo familiar que muitas pessoas gostam tanto".

Ao brincar com o ator, dizendo que ele seria uma ótima inspiração para um game filosófico do personagem, ele sorri e diz que "estava apenas sendo ele mesmo":

"No mundo de hoje é muito importante termos compaixão, nos preocuparmos e sermos amáveis. E o primeiro passo para isso é amar a si mesmo, parar de culpar outras pessoas pelos seus problemas, ter o seu mundo em suas mãos e tratá-lo com carinho."

Via: UOL Jogos

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Tectoy lança novo controle de 6 botões para o Mega Drive no Brasil














Após pedidos dos fãs, a Tectoy revelou de surpresa o lançamento de um novo controle de 6 botões para o Mega Drive.

O acessório chega na cor branca, com cabo de 1,8 metros e preço sugerido de R$ 120.

De acordo com o site oficial da Tectoy, "a cor branca foi pensada para fazer um contraponto com o console Mega Drive, destacando o produto, e também homenageia o Mega Drive III".

O joystick é compatível com o Mega Drive, mas também com o 32X e até o Master System.

Via: The Enemy

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Jogador quebra recorde mundial de Super Mario Bros. considerado impossível



O speedrunner Kosmicd12 bateu o recorde mundial em Super Mario Bros., do NES, de um jeito que parecia impossível: com um tempo abaixo de 4 minutos e 56 segundos.

A comunidade de speedrunners sabia que isso era possível com o uso de ferramentas automatizadas, mas parecia algo inatingível para seres humanos.

No entanto, após igualar o então recorde mundial no game, de 4 minutos, 56 segundos e 245 milisegundos, Kosmicd12 tentou um truque diferente na segunda fase do jogo e nisso conseguiu tirar um pouquinho mais de tempo de toda a tentativa.

O resultado foi um tempo total de 4 minutos, 55 segundos e 913 milisegundos. Pela primeira vez um humano conseguiu realizar algo até então feito apenas automaticamente por emuladores.

Será que alguém conseguirá baixar ainda mais esse tempo ou talvez até ficar abaixo de 4 minutos e 55 segundos?

Via: The Enemy

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Este filhote de videogame é o menor console portátil do mundo






















 Saído de um projeto do Kickstarter que está rendendo vários tipos de pequenos circuitos eletrônicos e uma mini-tela, este é provavelmente o menor videogame que você já viu na vida.

O "console" é parte de um projeto chamado TinyScreen, cuja campanha está rolando no famoso site gringo de financiamento coletivo. O criador, Ken Burns, já havia feito outra vaquinha bem-sucedida chamada TinyCircuits, e agora está juntando seus mini-circuitos e suas mini-telas em kits que incluem este "videogame-chaveiro" da imagem.

O display é OLED, tem menos de uma polegada de largura, cores 16-bit e resolução de 96x64 pixels. O painel do kit videogame tem dois pequenos abalógicos nas laterais. Saca só o vídeo do mini-console e outros apetrechos do projeto em ação:



Por enquanto ele só roda um clone de Flappy Bird e Asteroids, mas os criadores prometeram mais joguinhos – além de ser open-source, o que permitirá que outros games sejam criados por usuários que manjam da parada. Vendido como parte da vaquinha, o kit videogame custa 75 dólares.

Via: Arkade

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

SEGA lança site interativo sobre sua trajetória nos arcades


















A SEGA lançou um site interativo, o SEGA Arcade Game History, detalhando a maior parte das máquinas de fliperamas lançadas por eles, para celebrar sua longa história nesse ramo. A linha do tempo começa com Pong-Tron, de 1973, e vai até 2012 com o lançamento de maimai. Obviamente, o site não está completo, já que a SEGA lançou mais jogos de arcade de lá pra cá, sendo o último deles o KanColle, que foi lançado este ano e lotou os arcades japoneses em seu lançamento.

É muito legal ver a SEGA colocando um site assim no ar para celebrar seu glorioso passado nos arcades e o fato de serem os maiores detentores deste mercado no Japão. É uma pena que não haja uma versão em inglês do site, mas ainda dá pra aproveitar bastante o conteúdo oferecido por lá através de fotos dos jogos e das máquinas.

Via: Epic Play